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| Preciso de um
carinho teu |
Derivava
certamente do que seria uma abertura de consciências para o problema
que no fundo já existia muito antes de saltarem à vista o enorme
emaranhado de raízes.
Tão profundas quão possam ser, naquelas circunstancias, encontravam-se
agora expostas a todos os elementos, que vá lá alguém saber todas as
transformações que dai surjam possa inclusive derivar num carcel do
exposto.
Mas trabalha-se já nos limites que estão sendo postos em prática, a
todos os níveis, do que era dito com achado do novo século, limites
apenas possíveis porque foram reivindicados em favor da liberdade;
pois o que mais tarde se veio a reflectir e foi caracterizado de mais
um erro histórico, como tantos outros de que a própria é feita.
E ainda hoje, passados, n, de tempo, o reflexo do, “ de que serviu”, é
muito vago pois a meia dúzia de opiniões que temos de, “o que
realmente foi”, é de uma inconsciência total. Digo isto
conscientemente, para que não restem duvidas! Ah, por pouco me
esquecia, o fenómeno era cíclico e repetia-se a todo o momento,
estejam atentos!!! É necessária a vossa versão, para o equilíbrio do
que quer que pensem que seja, e não tenham duvidas.
Pois garanto-vos que o é.
João A. |
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Mais palavras |
Concordo com
quem está em desacordo comigo não mudando nem discordando da opinião
que anteriormente tinha tido.
Manter os ideais e aceitar os dos demais, sem diminuir ou acrescentar
muito mais.
As nossas opiniões consolidam-se lentamente e aos poucos, de nós nada
tiramos, e um só pouco, dos outros.
Tudo seria mais fácil, se não houvesse facilidades. Pois o difícil, só
o é depois de já ter sido facilitado.
Actualmente o dito deveria caracterizar-se pelo não dito, ou seja este
é que deveria ser aquele. Há uma forte necessidade de ouvir o que
nunca se ouve, ou seja devia-se ouvir o que estamos fartos de não
ouvir.
A próxima mentalidade será tudo, de tudo, e, nada de nada, esperamos e
temos.
Nunca digas não as coisas doces da vida, já bem basta o dizer sim ás
amargas.
O esquecimento surge quando menos se espera
Pois a novidade tudo supera.
Se o adquirido tiver que ser retribuído
A separação não deve ser total, se tiver que ser,
Deve parecer como tal.
O conhecimento surge do aparentemente esquecido
Que só para os leigos é um recém nascido.
Indirectamente do directo vem o sentido mais correcto, em que na sua
percepção intervém o intelecto
Um dos maiores males, se não o maior, está em vencer guerras, perdendo
batalhas
Finaliza-se o que se começa, principiando o fim do começado
Subjectiva-se o objectivo, objectivando o acabado
Tentando com isto tudo ver um sonho realizado
Trabalho desnecessário, pois um sonho nunca deixa de o ser
Sendo apenas o inventário, daquilo que lhe fizermos parecer
Como tal apenas sonhando se consegue bem viver
Andar só a seu mando e tudo o resto esquecer
Se a tensão é abandonar, o relaxamento é voltar
Quando a situação o aconselhar, a solução está na mesma
Inverter
Para um sonhador qualquer realidade é fatal e representa uma forte
derrota.
Numa guerra entre sonhadores e realistas as munições são
respectivamente, sonhos e realidades
As percas verificam-se em ambas as partes, nos acordos para futuras
mentalidades
Ganhando com esta, o futuro das humanidades
Para um realista qualquer sonho é fatal e representa uma forte
derrota.
A repetição de um sonho retrocede a evolução, processando-se esta,
apenas com a inovação
Momentaneamente, movimentam-se certezas que logo passam a incertezas
Concentram-se as impurezas, desconcertando a igualdade e
caracterizando a mentalidade
Consigo, não consigo, o que conseguiria contigo. Pois não sendo você,
é, o que você não chega a ser
Por convenção pareces ser o que querias parecer
Nunca chegando a ser o que pensas que és
Pensando ser aquilo que te fazem crer
Sem creres naquilo que realmente és
Revelação logística, sempre quantificável
Qualquer que seja, socialmente, sempre correcta
A mesma que seja, individualmente, sempre instável
Revelação sentimental, sempre inqualificável
Qualquer que seja, socialmente, sempre incerta
A mesma que seja, individualmente, sempre aceitável
“joga-se com lógica socialmente e sentimentaliza-se individualmente”
Situação característica do que não sei
Influenciada pelo que sei
Origina medo porque perderei
Um dia tudo o que conquistei
E a recordar não voltarei
Pouco de nada feito
Muito significando
Pois fora nada deito
O que dentro vou tirando
Estando dentro o que de fora tirei
Sem muito compreender
Conquistando armazenei
Até o vazio encher
Assimilei o que não sabia
Sem saber o que seria
Não quisesse o que não queria
Queria agora e não teria
O que não sei assimilei
Estando assimilado pelo que sei
E o que sei não saberei
Quando souber o que não sei
A inexistência de sentimentos sociais origina unidades sociais sem
lógica social mas de fortes sentimentos individuais.
Sentimentalmente, temos uma sociedade logística, sem lógica nenhuma.
Houvesse uma construção sem destruir
Um lugar para ir sem ter que se vir
Querer ficar, e do sitio não sair
Haveria o mesmo dialogo sem ter que mentir
Construindo, destrui-se, o que destruindo não se pode construir.
Pensa-se e pensando vai-se aceitando
O que aceitando não se consegue pensar
Quando ao mesmo conseguires voltar
Questiona; quando é que se volta a pensar? Quando.
Ao longo dos séculos a mente humana vem sendo e tem sido mecanizada.
A mecanização parar significa voltar a pensar
Aceita-se o falso e falseia-se o veredicto. Prevalecendo para sempre o
que for escrito e dito.
João A. |
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